terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Em Boa Companhia

No sábado retrasado (10), assisti o filme "Em Boa Companhia". O filme conta a história de um homem de 51 anos, chefe de vendas de publicidade de uma determinada revista. Quando a revista é adquirida por uma empresa multinacional, surge um jovem e audacioso publicitário de 26 anos que assume o seu cargo.

Lembrei-me de muitas situações já vividas no dia a dia, das quais destaco duas delas: uma dicotomia a cerca do valor da teoria e da experiência prática e do que aprendi, há algum tempo, sobre o que é realmente tempo de serviço.

A primeira (situação) é bastante polêmica, pelo menos para mim. Até o filme, para contrariar, conclui o que a maioria das pessoas também conclue instintamente - que a experiência vale mais.

Assim como o Max Gehringer, autor de diversos livros sobre carreiras e gestão empresarial, acho esta linha de pensamento um equívoco. Aliás, como bom estudante que fui, na época do CEFET-PE, diga-se de passagem, sempre o achei.

Naturalmente cada um ressalta o que tem sobrando e minimiza o que está faltando, defende o Max. Admite, pois, que a experiência vale um pouco mais que a teoria em termos de valores.

Porém, pondera que, isoladamente, tanto a teoria quanto a experiência tem valor de mercado não muito alentador. Somente somando as duas coisas é que o valor sobe.

A Revista Veja - Edição 1795, por exemplo, destacou numa matéria que rotina é como escovar os dentes, não precisa pensar. Pensar é para lidar com a situação nova.

Logo, penso que a experiência prática tenha um valor incomensurável na execução de rotinas operacionais. Para a situação nova, somente a experiência prática não vale muito.

Para lidar com a situação nova, os que defendem a experiência prática normalmente defendem também o que se costuma chamar de "jeitinho brasileiro".

A mesma matéria da revista Veja afirma que o "jeitinho brasileiro é, na maior parte das vezes, pura ignorância de que há uma forma certa e melhor de fazer." E não é verdade? 

Quanto ao tempo de serviço, o que existe, de fato, é um mal-entendido quanto ao que seja experiência. Muita gente avalia a experiência como tempo de serviço registrado em carteira.

"Confundir tempo de serviço com experiência é um engano. Experiência mesmo é a transformação do conhecimento em resultados práticos para a empresa. Quem passa anos e anos fazendo a mesma coisa não adquire experiência. Adquire Mofo."

Referências:
http://www.flaumar.com.br/site2006/telas/noticias/noticia_compl.php?id=79
http://www.cinepop.com.br/filmes/emboacompanhia.htm
Gehringeer, Max. Classicos do Mundo Corporativo . São Paulo: Globo, 2008.

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